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Israel acredita ter destruído metade das defesas aéreas da Síria.

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Israel acredita ter destruído metade das defesas aéreas da Síria, diz jornal
Segundo Haaretz, autoridades do alto escalão do governo consideram operação um sucesso.
11/02/2018

Caça israelense caiu em campo aberto no norte de Israel.

Israel acredita ter destruído praticamente a metade das defesas aéreas da Síria, informou o jornal israelense Haaretz citando fontes do governo.
Segundo o diário, autoridades do alto escalão das Forças de Defesa Israelenses (IDF) consideraram um “sucesso” a ampla operação deste fim de semana e afirmaram que estão “cientes” dos riscos envolvidos em uma ofensiva desse tipo.
Os ataques de Israel contra as defesas aéreas sírias destruíram as baterias que dispararam os mísseis em seus caças e também quatro alvos iranianos, incluindo um centro de controle de drone e sistemas de comunicações, acrescentou o Haaretz.
O Haaretz diz que, segundo a avaliação preliminar baseada na investigação das Forças Aéreas Israelenses sobre o incidente, o governo sírio conseguiu abater o jato israelense porque a aeronave estava voando em grande altitude, aparentemente para verificar se os mísseis disparados contra os alvos iranianos realmente os atingiram.
No sábado, Israel lançou o que considerou o maior ataque contra defesas aéreas da Síria em 35 anos.
Foi a maior ofensiva do tipo desde a guerra do Líbano de 1982, também conhecida como 1ª Guerra do Líbano, segundo Tomer Bar, general das Forças Aéreas Israelenses.
Naquele ano, Israel invadiu o sul do Líbano ─ o conflito acabou por envolver a Síria.
O ataque de sábado contra defesas aéreas sírias ocorreu depois que um drone iraniano supostamente lançado da Síria foi avistado e interceptado em território israelense.
Durante a ofensiva, um caça israelense foi abatido por forças sírias e caiu no norte de Israel. Os pilotos tiveram que se ejetar – e um deles está gravemente ferido.
Israel respondeu, então, com uma segunda rodada de ataques contra alvos militares iranianos e sírios “em operação dentro da Síria”.
Segundo o correspondente da BBC no Oriente Médio, Tom Bateman, os ataques aéreos de Israel na Síria não são atípicos, mas a derrubada de um jato israelense eleva a tensão entre os dois países.

Ainda no sábado, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu participou de uma reunião de emergência com os chefes das Forças Armadas do país. Ele disse que Israel quer paz, mas que se defenderia “contra qualquer ataque ou qualquer tentativa do Irã de se estabelecer contra nós na Síria”.

O que aconteceu?

As Forças Armadas de Israel informaram que um de seus helicópteros de combate derrubou um drone iraniano que havia se infiltrado em território israelense. O vídeo foi postado no Twitter.
Em seguida, Israel lançou um ataque contra “alvos sírios e iranianos na Síria”.
A Síria abriu fogo em resposta ao ataque israelense contra sua base militar, atingindo mais de um avião, segundo a imprensa estatal síria.
O caça F-16 israelense caiu em um campo aberto perto da cidade de Harduf, no norte de Israel.
Ainda não se sabe como o jato foi derrubado.
Segundo o general Bar, os pilotos não foram atingidos antes de se ejetar da aeronave.
Eles foram hospitalizados, e um deles está “gravemente ferido”, informaram as Forças Armadas de Israel.

O que aconteceu em seguida?

Israel decidiu lançar uma segunda rodada de ataques contra a Síria. Oito dos alvos sírios pertenciam à Quarta Divisão Síria perto de Damasco (capital da Síria), informou o porta-voz das Forças Armadas de Israel (IDF), Jonathan Conricus.
Todos as aeronaves usadas nesta ofensiva voltaram ao país em segurança, acrescentou ele.
“Não queremos escalar a situação”, afirmou Conricus.
A Síria e seu aliado, Irã, negam que o drone tenha invadido o território israelense. A Rússia expressou “séria preocupação” sobre os ataques aéreos israelenses e pediu moderação aos dois lados.

Qual é a presença do Irã na Síria?

O Irã é o arqui-inimigo de Israel, e militares iranianos vêm combatendo grupos rebeldes desde 2011, quando eclodiu a guerra civil na Síria.
Teerã enviou ao país conselheiros militares, milícias voluntárias e, supostamente, centenas de combatentes de sua Força Quds, unidade especial do Exército dos Guardiães da Revolução Islâmica do Irã.

Também se acredita que o governo iraniano tenha fornecido milhares de toneladas de armas e munições para ajudar o presidente sírio, Bashar al-Assad, e o grupo extremista libanês Hezbollah, que é pró-Irã, a combater insurgentes.
O Irã é acusado de tentar aumentar não apenas sua influência sobre o país, mas também se estabelecer como um centro de fornecimento de armas ao Hezbollah no Líbano.

fonte:G1.com
Por BBC

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