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Dois pesos e duas medidas: fiscalização da Prefeitura é seletiva ao fechar comércios.

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Luís Eduardo Magalhães, capital do agronegócio do oeste baiano, mesmo em situação de pandemia, continua sendo uma cidade administrada com dois pesos e duas medidas.

Após o aumento significativo no número de casos de COVID19, a cidade tem hoje o maior número de óbitos do oeste. Diante disso, o prefeito Oziel Oliveira (PSD) decidiu tomar novas medidas restritivas e publicou no Diário Oficial do Município do dia 30 de junho, o Decreto nº 231/2020, proibindo até mesmo o “churrasco” familiar.

Decreto seletivo

A população ficou indignada após o prefeito descumprir o seu próprio Decreto, poucas horas depois de publicado, quando aglomerou militantes políticos para inaugurar duas escolas construídas com recursos do Governo Federal (FUNDEF).

Ou o prefeito Oziel Oliveira demonstrou incoerência na sua decisão, ou que regras do Decreto não valem para o prefeito, e seus aliados.

O que se vê na cidade são comerciantes prejudicados pelo novo Decreto, que denunciam os aliados do prefeito que continuam com suas atividades normalmente. Enquanto isso, os pequenos comerciantes seguem fechados amargando as suas grandes dificuldades financeiras.

Um vídeo está circulando na internet com a seguinte frase: “para meus amigos tudo, para meus adversários, o rigor da lei”. Nele aparece o espaço de lazer JC Society, que pertence a um aliado do prefeito, seguindo com suas atividades normalmente durante esse último final de semana. Lá parece não existir riscos com a pandemia e nem tão pouco decretos e restrições.

 

Na outra ponta temos a situação desesperadora do Sr. Joseval, que teve seu restaurante no Balneário Rio de Pedras interditado pela Prefeitura. Ele e outros cinco estabelecimentos do local foram fechados por força do último Decreto assinado pelo prefeito.

Um dos comerciantes do balneário que não quis se identificar desabafou dizendo que “para os amiguinhos ricos do prefeito pode tudo. Pra gente aqui tem que fechar. Ele nem sabe da vida da gente que é pobre. Mas eu não tenho dinheiro nem pra comida nessa semana”.

 

 

FONTE: jornaloexpresso.wordpress.com/

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