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Crise política em Barreiras e reformas das escolas.

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09/03/2018

Operário sem equipamentos obrigatórios

Há cerca de trinta anos, ininterruptamente, mantenho nossa opinião sobre a política barreirense, inicialmente no Jornal Nova Fronteira, depois no Jornal Novoeste, no Site ZDA, no Jornal Novoeste novamente, e há seis anos ininterruptos no Blog do Itapuan, que já alcançou pouco mais de seis anos de atividade, com altos e baixos, sem patrocinadores e muito mais como um diletantismo deste modesto escriba.

Durante todo tempo que tivemos oportunidade de emitir nossa opinião, pouquíssimos entreveros tivemos com as pessoas elogiadas por seus acertos ou criticadas pelos seus desacertos.

Dentre as considerações sobre os diversos prefeitos deste trajeto, destaco o primeiro governo do Dr. Saulo, que mudou o trato com a coisa pública aqui em Barreiras, principalmente eliminando a tão combatida politicagem. Se não a eliminou, pelo menos emprestou uma nova cara à política local.

Dr. Saulo ditou regra prática de administração, tendo seu primeiro embate com o ex-governador ACM, na luta por mais ICMS para Barreiras, fato que beneficiou os demais municípios da Bahia, que recebiam bem menos do que a legislação preconizava.

Adotou práticas moralizadoras na sua administração, até mesmo na feira livre, licitando todos os espaços ocupados pelos feirantes.

Valorizou o funcionalismo público, criando condições de melhores salários. Entrou na Justiça conta o FUNCEB no tocante aos gastos da Prefeitura, que seriam obrigação da União.

A ação encetada por Dr. Saulo demorou a ser vitoriosa, mas quando aconteceu fez cair no colo do atual prefeito, exatos cento e setenta e oito milhões de reais, algo que jamais aconteceu no nosso município.

As administrações do Dr. Saulo propiciaram muitas outras obras  e serviços para Barreiras, que oportunamente voltaremos a  contar.

E é com esse dinheiro, para ser aplicado exclusivamente na educação, que o atual prefeito garantiu que iria reparar nossas escolas. Demorou muito a começar o trabalho em parte delas, através de uma empreiteira sediada em Minas Gerais, que contratou mão de obra em Barreiras e São Desidério.

Semana passada, a Procuradoria do Ministério do Trabalho embargou as obras de recuperação, ao comprovar que 149 operários trabalhavam em condição precária, bem próxima do trabalho escravo e, principalmente, sem receber seus salários.

A Prefeitura, no processo que está sendo montado pelo Ministério do Trabalho, entra na condição de responsável maior, pois nas relações trabalhistas, quando uma empresa contratada não arca com suas obrigações, a responsabilidade automaticamente é atribuída ao Contratante. É crível, está na Lei.

Quando na administração passada ocorreu um fato similar, mas em escala bem mais modesta, o bafafá dos que hoje compõe o governo foi retumbante.

Ainda sobre a paralização das obras de reforma das escolas, a preços bem mais altos do que os normais, muitas notícias rolaram em nossas redes sociais. Se na ocasião pretérita alguns prepostos foram apontados como culpados, falou-se que na atual crise o modus-operandi em muito se assemelhou aquele.

 

Muita coisa vem acontecendo em Barreiras, em total dissonância com a população, num mandato onde a democracia apresenta muitos senões e a prepotência é um forte traço de intolerância em desfavor do povo barreirense.

 
Blog: cebolinhanoticias.com.br
Fonte: Blog: Itapuan Cunha

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Pinturas em Barreiras

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